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Frida Kahlo – Suas Fotos | Olhares sobre o México

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Na semana que passei em São Paulo para o Social Media Week, consegui visitar a exposição de fotos da Frida Kahlo, fotografias do acervo pessoal de Frida Kahlo no MIS em parceria com o Espaço Cultural Porto Seguro: Frida Kahlo – Suas Fotos e Frida Kahlo – Suas Fotos | Olhares sobre o México. A coleção, que já passou por Lisboa (Portugal), Tijuana (México), Kazimierowka (Polônia) e Curitiba, entre muitos outros locais, sempre com grande sucesso de público.

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Após a morte de Frida Kahlo, em 1954, uma coleção de memórias da emblemática artista mexicana ficou guardada por meio século a pedido de seu marido, Diego Rivera, em um banheiro na Casa Azul, local onde Frida viveu grande parte da sua vida e onde veio a falecer. Só em 2007, a equipe da Casa Azul teve autorização para abrir este banheiro e, na data, um conjunto de 6.500 fotografias do acervo da artista foi revelado.

Após seleção de 241 imagens deste acervo, o curador Pablo Ortiz Monastério elaborou a exposição Frida Kahlo – Suas Fotos dividida em seis seções temáticas pertinentes à trajetória de vida da artista. A seleção revela desde a infância até períodos de sua vida adulta, com imagens de autoria de seu pai e seu avô materno [fotógrafos profissionais], além de momentos eternizados pela própria artista e seus amigos fotógrafos Gisèle Freund e Nickolas Muray, entre outros.

“O acervo reflete de maneira clara os interesses que a pintora teve ao longo da sua tormentosa vida: a família, o seu fascínio por Diego e os seus outros amores, o corpo acidentado e a ciência médica, os amigos e alguns inimigos, a luta política e a arte, os índios e o passado pré-hispânico, tudo isto revestido da grande paixão que teve pelo México e pelos mexicanos”, explica o curador Pablo Ortiz Monasterio.

A mostra tem patrocínio da Porto Seguro, Forever 21 e Mattos Filho.
Sobre Frida Kahlo
Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, conhecida como Frida Kahlo, nasceu no dia 6 de julho de 1907, em Coyoacan, México. Aos 18 anos, enquanto estudava medicina, sua vida mudou de forma trágica: sofreu um acidente automobilístico que lhe rendeu múltiplas fraturas e a fez submeter-se a várias cirurgias (35 ao todo). Foi nesta época que ela começou a pintar freneticamente e se autorretratou revelando suas angústias, vivências, medos e o amor por Diego Rivera, pintor e muralista mexicano mais importante do século 20, com quem casou em 1929.
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As obras de Frida possuem uma estética muito próxima ao surrealismo com influência da arte folclórica indígena mexicana, cultura asteca, tradição artística europeia, marxismo e movimentos artísticos de vanguarda. Destacou-se ainda pelo uso de cores fortes e vivas. Em 1938, fez sua primeira exposição individual, na galeria de Julien Levy, em Nova York, e foi sucesso de crítica. Em seguida, seguiu para Paris. Lá conheceu Pablo Picasso, Wassily Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Éluard e Max Ernst. O Museu do Louvre adquiriu um de seus autorretratos. Em 1951 pintou o “retrato do meu pai” e, quando morreu, deixou uma pintura inacabada de Stalin.
Beijos,
Va Gehrke

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